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domingo, 3 de abril de 2016

Paratii: entre dois polos

Olá amigos(as)!



Terminei hoje uma leitura muito agradável. Recomendo para todos os que como eu, são apaixonados pelo mar. Em Paratii, o navegador Amyr Klink conta os detalhes de sua viagem solitária aos Polos, de maneira super divertida.

Veja a resenha publicada pela Editora Companhia das Letras:

Amyr Klink é sempre surpreendente. Depois de cruzar o Atlântico em um minúsculo barco a remo - travessia relatada em Cem dias entre céu e mar -, lançou-se em outro projeto assombroso: passar um ano inteiro na Antártica, dos quais seis meses imobilizado no gelo, em companhia apenas de pinguins e leões-marinhos. Para realizar esse sonho, no final de 1989 partiu no veleiro Paratii para uma viagem que iria durar 22 meses. Navegando solitário por mais de 50 000 quilômetros, alcançou não apenas o continente gelado do Sul, mas também as geleiras do polo Norte. E trouxe na bagagem dois punhados de pedrinhas, um da Antártica e outro do Ártico: símbolos da misteriosa matéria de que são feitos os mais belos e ousados sonhos.

Abraços,

Taís

quinta-feira, 10 de março de 2016

Indicação de leitura: "Senhora", de José de Alencar

Para você que quer começar a ler os clássicos da Literatura Brasileira, o livro que indico hoje é o "Senhora", um romance urbano publicado em 1874, na forma de folhetim. É um dos últimos romances de Alencar, publicado dois anos antes da morte do escritor. Dos escritores da "velha guarda", José de Alencar é sem sombra de dúvida, o mais fácil de ler e entender. Seus livros, no geral, falam de um tema universal: o amor.

Segue uma pequena resenha, retirada da Wikipedia, só para te deixar com vontade de ler:


Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira e órfã de pai,depois de perder seu irmão apaixonou-se por Fernando Seixas – homem ambicioso - a quem namorou. Este, porém, desfaz a relação, movido pela vontade de se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral, e pelo dote ao qual teria direito de receber.

Passado algum tempo, Aurélia, já órfã de mãe também, recebe uma grande herança do avô e ascende socialmente.Passa, pois, a ser figura de destaque nos eventos da sociedade da época. Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor e tio, Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um dote de cem contos de réis. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento.


Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando fica muito feliz, pois, na verdade, nunca deixou de amá-la. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter.

Ah, quem me sugeriu deste livro para que eu fizesse o post foi a Rainha das Tags do Twitter, a escritora e social midia Denise Tremura (@detremura).  O bom é que "Senhora" já está no domínio público e você pode baixá-lo através do link:


Então é isso. Gostou? Comente aqui o seu livro preferido e eu faço a resenha!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

José Mauro de Vasconcelos - Meu pé de laranja lima

José Mauro de Vasconcelos (Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 1920 — São Paulo, 24 de julho de 1984 ) foi um escritor brasileiro. Em homenagem aos seus 95 anos de nascimento, lá vai este post.

Google homenageia José Mauro de Vasconcelos pelo seu 95o. aniversário de nascimento: http://www.dm.com.br/revista/2015/02/google-homenageia-autor-de-meu-pe-de-laranja-lima.html


José Mauro de Vasconcelos foi um dos escritores que acompanharam a minha adolescência e início da idade adulta. Li quase todos os livros dele. Gosto da escrita dele, pois é bem envolvente. O livro mais inocente é o infantojuvenil Meu pé de laranja lima, que traz as reminiscências de uma infância que talvez não exista mais: cheiro de terra molhada, a amizade da criança com uma árvore, a realidade de um garoto pobre, repleto de sentimentos, antes da primavera tecnológica, ou seja, naquela época em que as crianças brincavam na rua, subiam em árvores, tinham carrinhos de rolimã, peões, ioiôs - hoje elas trocam tudo isso por um tablet!
Seus outros romances e obras trazem uma descrição extremamente realista e melancólica dos lugares, épocas e costumes das regiões do Brasil. Cenários como os garimpos da corrida do ouro, os seringais do Norte, a cidadezinha mais distante do Acre... Dá para sentir o cheiro e o gosto do café, a realidade nua e crua das brigas dos peões, a dureza da pobreza, as mulheres na beira da estrada e as profundas diferenças entre as classes sociais. Sim, se você é brasileiro, tem que ler. Ele foi um dos "caras" da nossa literatura contemporânea. 

    Obras:

    Banana Brava (1942)
    Barro Blanco (1948)
    Longe da Terra (1949)
    Vazante (1951)
    Arara Vermelha (1953)
    Arraia de Fogo (1955)
    Rosinha, Minha Canoa (1962)
    Doidão (1963)
    O Garanhão das Praias (1964)
    Coração de Vidro (1964)
    As Confissões de Frei Abóbora (1966)
    Meu Pé de Laranja Lima (1968)
    Rua Descalça (1969)
    O Palácio Japonês (1969)
    Farinha Órfã (1970)
    Chuva Crioula (1972)
    O Veleiro de Cristal (1973)
    Vamos Aquecer o Sol (1974)
    A Ceia (1975)
    O Menino Invisível (1978)
    Kuryala: Capitão e Carajá (1979)

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Meu pé de laranja lima

Editora:     MELHORAMENTOS
Ano:     1968

Sinopse:

Na obra juvenil mais conhecida de José Mauro, a pobreza, a solidão e o desajuste social vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima, encontrando na fantasia a alegria de viver. (Retirado do site da Livraria Cultura)
 

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